Agora, vai?

Retomei o blog em fevereiro deste ano, só que pouco tempo depois parei. Agora me deu vontade de passar a usá-lo no lugar do Medium – como fazia até meados de 2015 – mas percebi que é mais vantajoso fazer como naquele período de “retomada”: escrever aqui e não postar link em lugar nenhum, para me sentir mais livre, sem a exposição causada pelo Facebook. E assim mantenho o Medium para “assuntos relevantes” – o que não tem acontecido ultimamente, meu último texto por lá é do começo de junho.

Aconteceram algumas mudanças nesse tempo. Uma delas foi justamente aqui no WordPress: infelizmente não tem mais a opção “justificado” no alinhamento do texto. Tive de fazer uma “enjambração”, usando o código HTML e criando vários “parágrafos” só com a letra “a” para escrever cada parágrafo em cima mantendo o alinhamento que quero. Depois, no final, é só deletar os “parágrafos” com “a” que sobrarem.

Outra mudança foi a de endereço. Depois de dez meses morando com a minha mãe após o retorno de Ijuí, voltei a viver sozinho – o que não quer dizer 100% do tempo a sós.

Em abril, voltei a ser sócio do Grêmio após quatro anos. Está valendo a pena, dados os bons resultados e, principalmente, o grande futebol apresentado pelo Tricolor neste ano de 2017. Ficou difícil ganhar o Brasileirão, mas na Copa do Brasil e na Libertadores vejo o Grêmio como candidatíssimo a ser campeão.

Por fim, espero que o “efeito novidade” (ainda que tal blog seja tudo, menos “novidade” me motive a escrever com mais regularidade. E quem sabe assim não sai logo algum “texto relevante” para o Medium…

Inédito: a mudança de horário me afetou

Celebrei o fim do horário de verão, apesar de gostar dele, pois significa que o outono está no horizonte. Sim, isso é algo bom.

Porém, não contava com algo diferente em 2017 em relação a anos anteriores: no primeiro dia útil após a mudança do horário eu trabalhei até pouco depois das 19h. E senti bastante a diferença, ao contrário de anos anteriores quando em tal horário já estava em casa ouvindo a Voz do Brasil (é sério).

Afinal, sexta-feira saí no mesmo horário. Fazia muito calor e tinha sol.

Por sua vez, na segunda-feira só tinha o calorão. O sol há muito já tinha ido.


Em compensação, até hoje nunca tive problemas com a entrada do horário de verão – que é quando acontece a maior parte do “mimimi”. Embora seja bem verdade que quando começou o “finado” horário de verão 2016/17 eu não saia do trabalho às 19h em nenhum dia, mas sim por volta das 18h todos os dias: em outubro tal hora já tem sol mesmo que vigore o horário normal.

Verão: o horário já foi

Curto bastante o horário de verão. Acho muito agradável andar na rua às 8 da “noite” com céu ainda claro, o relógio adiantado permite aproveitar mais a luz solar. Fora que nunca tive problemas para me adaptar ao horário, e não entendo quem fica todo esse tempo de “mimimi”: a média para se acostumar é algo em torno de uma semana (reconheço que sou um privilegiado pois em questão de dois ou três dias estou bem habituado), logo quem depois desse tempo ainda não se ajustou deveria é procurar orientação médica ao invés de ficar reclamando no Facebook.

Por outro lado, também adoro quando acaba o horário de verão, numa aparente contradição. Mas que se explica facilmente: me acostumo muito facilmente com a hora adiantada, enquanto ao verão faz 35 anos que não me adapto. E o fim do horário de verão, mesmo com todo esse calor, é um sinal de que já é possível vislumbrar o outono no horizonte.

Faltam 29 dias.

Não derreti com o calor

Até porque nem está tão quente assim, o problema é a umidade elevada. A previsão de “onda de calor” para os próximos dias chega a me fazer rir, pois não há prognóstico de três semanas com temperaturas beirando os 40°C como aconteceu em 2014 – naquela época eu já celebrava quando não passava dos 35°C.

Mas ainda assim, não vejo a hora que chegue o outono. Faltam “só” 30 dias para o início oficial – o início “de verdade”, que é quando a temperatura cai, leva mais um tempo.

Que venha logo.

Facebook, ou “problematizódromo”

Sábado, enfim, saiu um texto meu no Medium. Foi publicado na TRENDR, onde sou colaborador eventual (uma média de dois textos por mês). Falei sobre o Super Bowl – obviamente não sobre o jogo em si, que sequer assisti, mas sim sobre as “problematizações” que rolaram no Facebook.

Não sou contra “problematizações”, e dentre os assuntos que podem ser problematizados encontra-se, inclusive, o Super Bowl. O problema é a maneira como elas costumam ser feitas no Facebook: bastante “capengas”, com análises simplórias e uso de muitos chavões – coisas típicas de quem não sabe lá muito sobre o assunto mas que se sente na obrigação de ter opinião. O que poderia (ou melhor, deveria) ser assunto sério fica parecendo discurso de chapa que concorre ao DCE.

São coisas assim que irritam demais no Facebook. E pensar que foi graças a ele que a “blogosfera” (tão importante em episódios como a eleição de 2010, por exemplo) acabou minguando…

Do Twitter ao blog

O Twitter tem muitas vantagens em relação ao Facebook. Não é tão repleto de “cagadores de regra”, dá maior liberdade de ignorar idiotas que só aparecem para provocar, e o principal: não é uma rede “de amigos”, mas sim de “seguidores”. Tenho muitos “amigos” que não sigo no Twitter e vice-versa, mas no Facebook lá estão…

Só que o Twitter tem um problema: limite de 140 caracteres. Com isso, o que se quer dizer acaba ficando “quebrado” em vários “tweets”. Embora ainda seja a rede ideal para “xingar muito”, em especial a galera chata do Facebook.

Nesse aspecto, o blog tem uma vantagem: poder escrever mais. E como não estou divulgando os links no Facebook, me dá uma liberdade bem maior.

De repente faço isso no próximo texto. Agora não, pois estou com sono (sim, madrugada de sábado e vou dormir cedo, mas foda-se).

Nova profissão: comentarista de velório

Está um saco essa onda de “mimimi” sobre o velório de Marisa Letícia. Galera reclamando que Lula “fez discurso político”. Gente que desejou a morte dela agora fica dizendo que foi “desrespeito”.

Ora, mas vão se catar!

E aviso: no meu velório também vou querer discurso político. De esquerda, é óbvio. Pois se alguém se atrever a falar direitices eu juro que volto do além para lhe fazer umas visitinhas… De preferência no meio da madrugada.

Minha eterna mania de ser “do contra”

Tenho convicções firmes, isso é fato. Me fazer mudar de ideia não é nada fácil.

Isso tem um aspecto negativo: muitas vezes estou errado e demoro a reconhecer, só para “não dar o braço a torcer”. Raramente reajo bem quando criticado – ainda mais que a maioria delas não é a tão falada e pregada “crítica construtiva”, mas sim ataques que acabam sendo pessoais.

Por outro lado, “não dar o braço a torcer” também tem seu lado positivo: é bem difícil me fazer aderir a ondas, modas etc. Quando muita gente defende a mesma coisa, é quase que automático o meu posicionamento contrário. (Aliás, essa onda conservadora só me deixa mais convicto de que o meu lado é a esquerda.)

Tal “tendência pessoal” vai além de posicionamentos políticos. Se estende a outros aspectos da vida.

Lembro dos meus tempos de adolescência, quando comecei a ser convidado para “baladas” e sempre recusava por “não gostar”. Apesar de nunca ter ido a uma até então, ver tanta gente dizendo que gostava e falando maravilhas me deixava certo de que tal “diversão” deveria ser furada. Era um daqueles casos em que se aplica aquele bordão “não tenho provas, mas tenho convicção” (aliás, no repasse do boato que fez surgir tal bordão valeu a mesma lógica). Resisti por um bom tempo, até que comecei a aceitar os convites – mas aos 25 anos já tinha largado de mão novamente, preferindo muito mais ir a bares com mesas na rua e podendo conversar sem necessidade de gritar devido à música alta.

Ironicamente, quando a maioria dos amigos passou à “fase seguinte” daquele roteiro-padrão das vidas de “classe média” (ou seja, começaram a casar), comecei a ter aversão à ideia de casamento. Ter filhos, então… (Hoje até admito casar – mas sem ter filhos – um dia, só que por um motivo que escandaliza “gente romântica”: duas pessoas morando juntas dividem as contas e assim sobra mais dinheiro. Só que isso não me faz querer “me juntar” com a primeira mulher que aparecer na frente, ainda mais em minha fase atual, na qual ando acreditando mais na política tradicional do que no amor – como prova o próprio fato de ver mais razões econômicas do que afetivas em casar… Vai ter de acontecer uma “revolução” na minha vida para mudar este quadro.)

Ao mesmo tempo em que prefiro à solteirice, também abomino o que se convenciona como “vida de solteiro”. Um “pacote” que inclui as por mim detestadas “baladas”, e também “farra”, “putaria”, “curtir a vida adoidado”… Dizem que “não estou aproveitando”, mas respondo com um sincero “foda-se, da minha vida e dos meus gostos cuido eu” – e sei que não vou me arrepender depois que eu casar vier a “revolução”. É uma grande ironia: tenho uma “vida de casado”, preferindo ficar em casa numa sexta-feira à noite (ainda que bebendo) do que fazer “programas de solteiro”.


Só que uma eventual “virada” no senso comum também não vai me fazer “guinar” para o outro lado. Ao contrário: vai apenas me motivar a dizer “viram só como eu estava certo”?

Não consigo não detestar o verão

O sábado foi mais um dia daqueles de “desmaiar o Batista”. Mesmo que não tenha sido um dia tão quente quanto aquele 3 de fevereiro de 2010 do famoso desmaio e o atual verão, apesar dos pesares, esteja longe de ser dos piores, foi complicado andar na rua. Ainda mais de calça, visto que eu tinha um chá de fraldas para ir e não achei de bom tom ir de bermuda – apesar de que um dos meus amigos foi…

Na minha “lista de coisas que detesto” (na verdade nem tenho uma) o verão está no “top 10”, e não é por nada. Além do calor que me faz transpirar demais (e não me venham com a justificativa de que “é da natureza”, pois tremer de frio no inverno também é “natural” e ninguém acha legal), ainda tem a lembrança do verão de 2014, o pior de todos os que já (sobre)vivi. Sim, falo de temperatura, mas não só disso.

Nem vou entrar em maiores detalhes para não me estender muito, mas acontece que o período final de 2013 e o inicial de 2014 correspondem à fase que considero a pior de minha vida. Sabe aquelas épocas em que TUDO dá errado? Pois bem, eis o que eu vivia naqueles tempos. Aquele verão não precisaria ser quente para ser o pior de minha vida.

O problema é que não foi só quente: foi também o mais escaldante em décadas*, com muitos dias sufocantes. Como se não bastasse todo o meu desânimo com a vida naquele tempo, ainda tinha de enfrentar todo aquele calor: a sensação era de que eu estava em um “inferno” não apenas “astral” para pagar meus “pecados” – sim, aquela fase péssima era decorrente de erros cometidos anteriormente, mas acho que a “punição” foi por demais exagerada.

Coincidentemente (?), depois do verão as coisas começaram a melhorar. Afinal de contas, não era só por causa da temperatura – mas a queda dela ajudava a animar.


* Porto Alegre teve em 6 de fevereiro de 2014 temperatura máxima oficial de 40,6°C, a segunda mais alta desde o início dos registros em 1910, perdendo por pouco para o recorde de 40,7°C do dia 1º de janeiro de 1943. Mas outras estações espalhadas pela cidade registraram ainda mais calor – na Zona Norte, chegou a 42,6°C. E foi apenas um dia de uma canícula que durou semanas…